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Deusimar Ferrreira

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January 30

Blog dferreira.com

Bem galera, estou lançando uma nova ferramenta para trocar-mos ideias e tirar dúvidas, referente a desenvolvimento de sistemas.
 
Visitem e postem seus cometários -> www.dferreira.com/blog/
 
 
 
 
 
Atenciosamente
Deusimar Ferreira
October 05

TDK lançará mídia Blu-ray de 200GB

 
Durante a feira de eletrônicos IFA 2006, onde anunciou o lançamento de discos Blu-ray de 50GB, de dupla camada, os japoneses da TDK declaram ainda que estão desenvolvendo uma mídia do mesmo padrão, com capacidade de armazenamento de 200 GB.
Tal espaço permitiria a gravação de até 18 horas de vídeo em alta definição. O disco contará com seis camadas, sendo que cada uma possuirá 33.3 GB. Além disso, ele trará uma camada protetora chamada “Durabits” que evitará arranhões e marcas de dedos. A companhia não divulgou quando o produto chegará ao mercado.

Hitachi exibe protótipo de filmadora compatível com mídias Blu-ray

TDK lançará mídia Blu-ray de 200GB Durante a feira de eletrônicos IFA 2006, onde anunciou o lançamento de discos Blu-ray de 50GB, de dupla camada, os japoneses da TDK declaram ainda que estão desenvolvendo uma mídia do mesmo padrão, com capacidade de armazenamento de 200 GB. Tal espaço permitiria a gravação de até 18 horas de vídeo em alta definição. O disco contará com seis camadas, sendo que cada uma possuirá 33.3 GB. Além disso, ele trará uma camada protetora chamada “Durabits” que evitará arranhões e marcas de dedos. A companhia não divulgou quando o produto chegará ao mercado.
 
Nem bem os drives de Blu-ray aportaram nas lojas e a Hitachi já deu um passo a frente: exibiu na CEATEC 2006, feira de eletrônicos que teve início nesta terça-feira (03/10) no Japão, a primeira filmadora compatível com este tipo de disco de alta definição.
O equipamento conta com um charmoso visual retrô e aceita mini-discos com o padrão Blu-ray. Além disso, a empresa japonesa oferece ainda modelos de filmadoras com disco rígido ou memória Flash. Informações sobre data de chegada ao mercado e preços não foram divulgados.

Modelo Filmadora Compatível Blu-ray

Google lança portal para alfabetização

O mecanismo de busca pela internet Google lançou um portal para conectar organizações de todo o mundo dedicadas à alfabetização, o Literacy Project, ou "Google Literacy".
Por enquanto, o serviço, que reúne vídeos, blogs, livros, grupos de discussão, livros e vídeos com experiências de alfabetização está disponível em inglês e alemão. O projeto foi lançado durante a Feira do Livro de Frankfurt, na Alemanha.
O sistema oferece ainda um mapa-múndi com localização e endereço de grupos dedicados à alfabetização - no Brasil, aparecem o Instituto Paulo Freire e o Serviço de Informação e Documentação.
Além da Campanha de Alfabetização da Feira de Frankfurt (Litcam), a Unesco também é parceira do projeto.
O portal oferece ainda acesso - limitado ou irrestrito, dependendo da situação individual do copyright de cada título - a livros sobre alfabetização, literatura infantil, educação, estimula à leitura e à escrita e educação de altos.
Uma tradução para o espanhol do livro Pedagogia do Oprimido, de Paulo Freire, está entre os títulos de visualização limitada. Também é possível consultar artigos acadêmicos sobre temas ligados a educação em alfabetização.

Saiba mais sobre o projeto no endereço abaixo
http://www.google.com/literacy/index.html

45 razões para não votar em Alckmin

 
Altamiro Borges (*)
La Insignia. Brasil, abril de 2006.
Divulgado durante as eleições municipais de 2004, está circulando
novamente pela internet um minucioso levantamento sobre os desastres
causados pelos 12 anos de gestão tucana no Estado de São Paulo. É uma
arma afiada que serve para quebrar a blindagem da mídia em torno de
Geraldo Alckmin, que se gaba de ser um "administrador competente" e um
"gerente eficiente". Relembrando o número da legenda do PSDB, o texto
lista 45 razões para não se votar no candidato da oposição
liberal-conservadora no pleito presidencial de outubro. O artigo a
seguir apenas sintetiza e atualiza esta poderosa peça acusatória:
1- Em 1995, quando o PSDB assumiu o governo do Estado de São Paulo, a
participação paulista no PIB era de 37%. Em 2004, ela era apenas de
32,6% - ou seja, o Estado perdeu 12% de participação na riqueza
nacional no tucanato. Isto significa menor crescimento econômico e
menos geração de renda e empregos;
2- Segundo o Dieese, o declínio econômico explica a taxa de desemprego
de 17,5% em 2004, que cresceu 33,6% ao longo do governo tucano. Ela é
superior à média nacional - cerca de 10%. Para agravar o drama dos
desempregos, Alckmin ainda reduziu em R$ 9 milhões o orçamento das
frentes de trabalho;
3- Antes de virar governador, Alckmin conduziu todo processo de
privatização das estatais, que arrecadou R$ 32,9 bilhões entre
1995-2000. Apesar da vultosa soma arrecadada, o Balanço Geral do
Estado mostra que a dívida paulista consolidada cresceu de R$ 34
bilhões, em 1994, para R$ 138 bilhões, em 2004;
4- No exercício financeiro de 2003, as contas do Estado atingiram um
déficit (receita menos despesa) de mais de R$ 572 milhões. E Alckmin
ainda se gaba de ser um "gerente competente";
5- São Paulo perdeu R$ 5 bilhões na venda do Banespa, considerando o
total da dívida do banco estatal com a União paga às pressas por
Alckmin para viabilizar sua venda ao grupo espanhol Santander;
6- De 1998 a 2004, o orçamento estadual apresentou estimativas falsas
de "excesso de arrecadação" no valor de R$ 20 bilhões. Boa parte deste
dinheiro foi desviada para campanhas publicitárias;
7- Alckmin isentou os ricos de impostos. De 1998 a 2004, a arrecadação
junto aos devedores de tributos caiu 52%, representando uma perda de
quase R$ 1 bilhão que poderiam ser investidos nas áreas sociais;
8- Os investimentos também declinaram no desgoverno Alckmin. Sua
participação percentual nos gastos totais caiu para 3,75%, em 2004 -
bem inferior o montante de 1998, de 5,3% dos gastos;
9- Alckmin arrochou os salários dos servidores públicos. O gasto com
ativos e inativos caiu de 42,51% das despesas totais do Estado, em
1998, para 40,95%, em 2004, resultado da política de arrocho e redução
das contratações via concurso público. Já os cargos nomeados foram
ampliados na gestão tucana;
10- Alckmin não cumpriu a promessa do desenvolvimento regional do
Estado. Das 40 agências previstas em 2003, nenhuma foi criada. Os R$
5,8 bilhões orçados para o desenvolvimento não foram aplicados;
11- Alckmin cortou os gastos nas áreas sociais. Apesar do excesso de
arrecadação de R$ 12 bilhões, entre 2001-2004, o governo deixou de
gastar os recursos previstos. No ano de 2004, a área de
desenvolvimento social perdeu R$ 123 milhões;
12- Alckmin concedeu regime tributário especial às empresas, o que
explica a fragilidade fiscalizatória na Daslu, que teve a sua
proprietária presa por crimes de sonegação fiscal e evasão de divisas.
Vale lembrar que Alckmin esteve presente na abertura desta loja de
luxo; ele até cortou a sua fita inaugural;
13- No desgoverno Alckmin, houve redução de 50% no orçamento do
Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), que existe há 106 anos e é
responsável por estudos sobre desenvolvimento econômico, geração de
renda e fortalecimento da indústria paulista. Em julho passado, o IPT
demitiu 10% dos seus funcionários;
14- Alckmin extinguiu o cursinho pré-vestibular gratuito
(Pró-Universitário), deixando de investir R$ 3 milhões, o que impediu
a matrícula de 5 mil alunos interessados na formação superior;
15- Alckmin vetou a dotação orçamentária de R$ 470 milhões para a
educação. A "canetada" anulou a votação dos deputados estaduais. O
ex-governador mentiu ao afirmar que investia 33% do orçamento em
educação, quando só aplicava o mínimo determinado pela Constituição
Estadual - 30%;
16- O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais avaliou
que a qualidade do ensino paulista é o pior do Brasil. Segundo esta
fonte oficial, a porcentagem de alunos que se encontram nos estágios
crítico e muito crítico representava 41,8% do total de alunos - 86,6%
pior do que a média nacional;
17- O programa de transferência de renda de Alckmin atendia 60 mil
pessoas com um benefício médio de R$ 60. Durante a gestão da prefeita
Marta Suplicy, o mesmo programa atendia 176 mil famílias com um
complemento de renda de R$ 120;
18- Após 12 anos de reinado tucano, as escolas continuaram sem a
distribuição gratuita de uniformes, material escolar e transporte, ao
contrário da experiência na administração da prefeita Marta Suplicy;
19- Geraldo Alckmin, que na mídia se diz contra aumento de impostos,
elevou a taxa de licenciamento dos veículos em mais de 200% (em
valores reais) ao longo de seu desgoverno;
20- A Comissão de Fiscalização da Assembléia Legislativa rejeitou as
contas de Alckmin de 2004, após encontrar um saldo de R$ 209 milhões
de recursos do Fundef que jamais foram investidos na educação e
verificar que o aumento custo das internações hospitalares, apesar da
diminuição do tempo de internação;
21- Alckmin vetou projeto de lei que instituía normas para
democratizar a participação popular em audiências públicas e na
elaboração do orçamento, o que revela seu caráter autoritário e
antidemocrático;
22- O investimento em saúde no desgoverno Alckmin não atingiu sequer
os 12% da receita de impostos, conforme determina a Lei. Para maquiar
esta ilegalidade, o governo retirou da receita estadual os R$ 1,8
bilhão que o governo estadual recebeu pela lei Kandir, prejudicando a
saúde pública;
23- Desafiando a Lei e o próprio Tribunal de Contas do Estado, Alckmin
contabilizou nas contas da saúde programas que não guardam relação com
o setor, como a assistência aos detentos nas penitenciárias;
24- A ausência de políticas públicas e a redução dos investimentos
resultaram na flagrante precarização dos serviços de saúde. Muitos
leitos ficaram desativados e desocupados por falta de pessoal e
material. Só no Hospital Emílio Ribas, menos de 50% dos leitos ficaram
desocupados e maioria deles foi desativada;
25- Devido à incompetência gerencial de Alckmin, o Hospital Sapopemba,
que atende uma vasta parcela da população da periferia, ficou durante
muito tempo com cerca de 90% dos seus leitos desocupados;
26- A média salarial dos servidores estaduais da saúde ficou 47%
abaixo da rede municipal na gestão de Marta Suplicy. A ausência de
contratações e os salários aviltados resultaram no aumento das filas,
na demora para se marcar consultas e no abandono de postos de
atendimento - como o de Várzea do Carmo;
27- O prometido Hospital da Mulher ficou mais de dez anos no papel.
Alckmin ainda teve a desfaçatez de estender uma faixa no esqueleto do
prédio com publicidade da inauguração da obra inacabada;
28- Alckmin fez alarde das unidades de computadores do Acessa-SP. O
saldo de doze anos de tucanato foi de um Acessa para cada 158.102
habitantes. Em apenas quatro anos de gestão de Marta, a proporção foi
de um Telecentro para cada 83.333 habitantes;
29- Alckmin foi responsável pelo maior déficit habitacional do Brasil,
segundo a ONU. O déficit é de 1,2 milhão de moradias. Desde 2000, o
governo não cumpre a lei estadual que determina, no mínimo, 1% do
orçamento em investimentos na área de habitação. Os recursos não
aplicados somaram R$ 548 milhões;
30- Alckmin fez com que São Paulo declinasse no ranking nacional do
IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), o que atesta a brutal
regressão social no Estado durante o reinado tucano.
31- Desde a construção do primeiro trecho do Metrô, em setembro de
1974, os tucanos foram os que menos investiram na ampliação das linhas
- apenas 1,4 km de linhas/ano, abaixo da média de 1,9 km/ano da
história da empresa. O Metrô de São Paulo é o mais caro do Brasil e um
dos mais caros do mundo;
32- Ao deixar o governo, Alckmin voltou a atacar a educação ao vetar o
aumento em 1% no orçamento, aprovado pela Assembléia Legislativa. Numa
fraude contábil, ele ainda transferiu parte da receita do setor para a
área de transporte, o que representou um corte de R$ 32 milhões na
educação;
33- Apesar do silêncio da mídia, Alckmin esteve envolvido em várias
suspeitas de corrupção. Um diálogo telefônico entre os deputados
estaduais Romeu Tuma Jr. e Paschoal Thomeu revelou o flagrante esquema
de compra de votos na eleição do presidente da Assembléia Legislativa
de São Paulo, em março passado;
34- Durante 12 anos de governo do PSDB, cerca de 60 mil professores
foram demitidos. O valor da hora aula no Estado é uma vergonha; não
passa de R$ 5,30! Alckmin também tem inaugurado Fatecs (escolas
técnicas) de "fachada", sem as mínimas condições de funcionamento;
35- O governo tucano expulsou mais do que assentou famílias no campo.
Da promessa de assentar 8 mil famílias, apenas 557 foram contempladas.
Outro descaso aconteceu na habitação: os tucanos prometeram construir
250 mil casas, mas, desde 1999, só foram erguidas 37.665 unidades;
36- Alckmin impôs a maior operação-abafa de Comissões Parlamentares de
Inquérito no país para evitar a apuração das denúncias de corrupção.
Ao todo, 65 pedidos de CPIs foram engavetados. Entre elas, as que
investigariam ilícitos na Febem, nas obras de rebaixamento da Calha do
Tietê, na CDHU e no Rodoanel;
37- Somente na obra de rebaixamento da calha do rio Tietê foram
registrados aditivos que ultrapassaram o limite legal de 25%. O valor
inicial da obra era de R$ 700 milhões, mas o custo efetivo ultrapassou
R$ 1 bilhão. Além disso, o valor inicial do contrato de gerenciamento
saltou de R$ 18,6 para R$ 59,3 milhões;
38- O Tribunal de Contas da União (TCU) também detectou
irregularidades em 120 contratos da CDHU, que recebe 1% do ICMS
arrecadado pelo Estado, ou seja, cerca de R$ 400 milhões. Mais uma
evidência dos atos ilícitos cometidos pelo PSDB paulista de Geraldo
Alckmin;
39- Alckmin também deve explicações sobre a privatização da
Eletropaulo, ocorrida em 1998. A empresa acumulou uma dívida superior
a R$ 5,5 bilhões, incluindo mais de R$ 1 bilhão com o BNDES, que foi
bancado pelo Estado. Entre 1998-2001, a empresa privatizada remeteu
US$ 318 milhões ao exterior;
40- Já na privatização dos pedágios, Alckmin doou à empresa Ecovias R$
2,6 milhões ao reajustar a tarifa do sistema Anchieta-Imigrantes acima
da inflação, o que feriu o Código de Proteção ao Consumidor. Em apenas
um ano, a empresa privatizada arrecadou nas tarifas excorchantes R$
2.675.808,00;
41- Alckmin vetou o estacionamento gratuito nos shoppings de São Paulo
e o projeto de lei que garantia a liberação das vagas nos
hipermercados, tudo para beneficiar os poderosos conglomerados
comerciais;
42- Alckmin abusou da repressão no seu governo. Ele usou a tropa de
choque da PM para reprimir os 500 estudantes e docentes que
protestaram contra o veto às verbas para educação na Assembléia
Legislativa, transformada numa praça de guerra. A PM também reprimiu
duramente as ocupações de terra do MST;
43- Alckmin gastou R$ 5,5 milhões nas obras do aeroporto "fantasma" em
Itanhaém, no litoral sul. Ele tem capacidade para receber um Boeing
737, com cem passageiros, mas até o ano passado foi usado, em média,
por cinco pessoas ao dia. O aeroporto é motivo de justificadas
suspeitas de irregularidades;
44- Alckmin reduziu os investimentos públicos, apesar dos excedentes
de arrecadação entre 2001-2004. O Estado deixou de gastar cerca de R$
1,5 bilhões na saúde; R$ 4 bilhões na educação; R$ 705 milhões na
habitação; R$ 1,8 bilhão na segurança pública; e R$ 163 milhões na
área de emprego e trabalho;
45- Em 2004, a Secretaria de Agricultura e Abastecimento de Alckmin
deixou de aplicar R$ 51 milhões previstos no orçamento. Programas nas
áreas de alimentação e nutrição devolveram a verba. Os recursos
poderiam ser convertidos em 53.346 cestas básicas, 780.981 refeições e
670.730 litros de leite por mês.
(*) Altamiro Borges é jornalista, membro do Comitê Central do PCdoB,
editor da revista Debate Sindical e autor do livro "As encruzilhadas
do sindicalismo" (Editora Anita Garibaldi).
 

Alckmin: arrocho e privatização
Altamiro Borges
La Insignia. Brasil, março de 2006.
Após três meses de encarniçada disputa interna, o núcleo orgânico do
pensamento neoliberal no Brasil, o PSDB, finalmente escolheu o seu
candidato à sucessão presidencial: o governador de São Paulo, Geraldo
Alckmin. Notícias de bastidores revelam que a decisão deixou profundas
cicatrizes. O outro postulante, o prefeito José Serra, nem sequer foi
ao lançamento oficial da candidatura do seu agressivo adversário. A
"santíssima trindade" do PSDB, que tentou impor um nome de consenso,
também fez cara feia para o resultado das negociações, atropeladas
pelo arredio governador. E o boletim eletrônico Primeira Leitura,
órgão oficioso do tucanato, não esconde que será difícil colar os
cacos da oposição liberal-conservadora.
Mas, afinal, o que representa o atual governador? Como ele conseguiu
impor sua candidatura humilhando um tucano histórico e bem melhor
posicionado nas pesquisas? Como um administrador aparentemente tão
anódino - um "picolé de chuchu", segundo a famosa ironia do jornalista
José Simão - adquiriu tanta força política e prestígio entre as
classes dominantes? Afinal, a revista da poderosa federação das
indústrias de São Paulo já havia antecipado o seu apoio a Alckmin e,
segundo artigo recente do jornal Financial Times, "ele é o preferido
dos círculos financeiros de Wall Street". Um breve relato da política
aplicada em São Paulo ajuda a entender o resultado da briga interna no
PSDB e a opção explícita das elites dominantes.
Locomotiva parada
No século passado, São Paulo ficou conhecida como locomotiva do
Brasil. Por distintas razões históricas, o Estado adquiriu forte
dinamismo econômico e deu impulso ao desenvolvimento nacional. Hoje,
com 37 milhões de habitantes, ele ainda é responsável por 32,6% do
Produto Interno Bruto (PIB), cerca de um terço de tudo o que se produz
no país, por 32% das exportações e por 45% das importações. A sua
receita, provinda de tributos diretos e indiretos de seus cidadãos, é
de R$ 62,2 bilhões. O Estado concentra 51,6% dos salários industriais
do país e aloja sete dos 10 maiores bancos e oito das 10 maiores
seguradoras.
Toda essa pujança econômica, porém, foi emperrada pelo medíocre e
prolongado reinado tucano. O peso de São Paulo no PIB nacional, que
atingiu 39,5% em 1970, no auge da sua expansão industrial, teve uma
queda abrupta. Hoje, o Estado não tem projeto estratégico de
desenvolvimento e a locomotiva está parada. Sem crescimento
sustentado, o território que já seduziu brasileiros de todos os cantos
se tornou um centro de desempregados. O outrora pólo mais dinâmico da
economia virou um cemitério das indústrias. Sob o pretexto da crise
financeira, o tucanato promoveu o desmanche do Estado para saciar os
banqueiros.
Com Geraldo Alckmin, antes na presidência do Programa de
Desestatização e hoje como governador, São Paulo foi privatizada -
perdeu o Banespa como banco de fomento, a Fepasa (ferrovias), o
Ceagesp (centro de abastecimento), a Eletropaulo (geradora da
energia), a Comgás e a Companhia Paulista de Força e Luz. Já a
companhia de saneamento (Sabesp), o banco Nossa Caixa e outras
instituições foram fragilizadas com a venda irresponsável de ações e a
extensa malha rodoviária foi entregue a preço de banana para empresas
que multiplicam pedágios e assaltam os usuários nas tarifas - sem
qualquer controle público.
Apesar do violento desmonte, rotulado pelos tucanos de "reengenharia",
a crise financeira só se agravou. Os recursos obtidos com as
privatizações, R$ 32,9 bilhões, sumiram no ralo dessa suspeita gestão.
Em janeiro de 1995, no início do primeiro governo tucano, a dívida
pública era de R$ 34 bilhões; hoje, ela é de R$ 123 bilhões, quase
duas vezes a sua receita liquida. O Estado está mais pobre e
debilitado, sem capacidade de investimentos, e vive aprisionado a uma
dívida que consome mais de R$ 5 bilhões ao ano e que sugará os seus
recursos pelos próximos 30 anos. A sua decadência regional será ainda
mais intensa.
Segundo recente estudo do economista Marcio Pochmann, mantida a atual
política de corte neoliberal, o PIB per capita de São Paulo cairá da
terceira posição no ranking nacional para 11º lugar até 2012, com
efeitos dramáticos sobre o emprego e a renda dos paulistas. Já uma
minoria parasitária, que vive dos juros dos títulos da dívida pública,
terá maiores privilégios. O número de famílias ricas em São Paulo
saltou de 191 mil para 674 mil nas duas últimas décadas - pulou de
37,8% para 58% do total de famílias abastadas no Brasil. "Grande parte
da elite paulista encontra-se submersa no pacto neoliberal, enquanto
beneficiária da financeirização. A riqueza não é mais distribuída
entre os vários elos da cadeia de produção. Ela fica concentrada nas
famílias de banqueiros e nas pessoas que as rodeiam", garante o
renomado economista.
Expoente ultraliberal
Esta breve e deprimente história revela as duas marcas principais da
orientação econômica do governador Geraldo Alckmin, agora candidato à
presidência da República. Por um lado, o brutal arrocho fiscal, com a
redução dos investimentos estatais visando explicitamente saciar a
gula dos credores da dívida. Por outro, a criminosa política de
privatização do patrimônio público também com a obsessão de transferir
renda aos círculos financeiros. Não é para menos que logo no anúncio
da sua candidatura, ele fez questão de afirmar que um dos motes da sua
campanha será o da tal "eficiência econômica", com a diminuição do
papel do Estado e o estimulo ao mercado. Em síntese, ele representará
o ultraliberalismo na batalha sucessória.
No caso de São Paulo, essa orientação econômica teve efeitos trágicos.
O Estado virou um inferno para os trabalhadores e um paraíso para as
corporações financeiras. A burguesia paulista é hoje a expressão maior
do rentismo e do parasitismo. Não tem qualquer projeto de
desenvolvimento nacional; ela vive de renda e esbanja opulência. Isto
explica porque ela ficou tão animada com a decisão tucana. "Só recebo
elogios da administração Alckmin", exaltou Armando Monteiro,
presidente da Confederação Nacional das Indústrias (CNI). "Se o
programa de governo de São Paulo for ampliado para o Brasil será muito
positivo", festejou o camaleão Paulo Skaf, presidente da poderosa
Fiesp. Ou seja: os campos já estão demarcados.
Receituário neoliberal
O receituário neoliberal implantado pelo PSDB em São Paulo, que já
dura quase 12 anos, resultou numa regressão social sem precedentes na
história da mais importante unidade federativa do Brasil. O violento
ajuste fiscal e o criminoso processo de privatização do patrimônio
publico entravaram o desenvolvimento do Estado, causando a elevação
das taxas de desemprego, a drástica redução de gastos nas áreas
sociais, o aumento da miséria e da violência. Na disputa presidencial
de outubro, o bloco liberal-conservador tentará uma vingança
histórica, retomando e radicalizando seu projeto em escala nacional. A
vitória do direitista Geraldo Alckmin na briga interna do PSDB
evidencia essa disposição de endurecer na lógica ultraliberal.
Conforme constata o economista Marcio Pochmann, em decorrência desta
lógica, "São Paulo se tornou o maior Estado em número de pobres do
país. Esta situação encontra-se diretamente ligada à perda dos bons
empregos, que são industriais. Em 1968, ele chegou a ter 51% da
ocupação industrial do Brasil. Em 2003, já representava apenas 28,5%".
O estímulo ao capital financeiro, em detrimento da produção, cobrou
alto preço dos paulistas. Em 1980, por exemplo, 44,5% da renda do
Estado provinha do trabalho; em 2003, o índice despencou para 30%. São
Paulo passou a ostentar taxas alarmantes de desemprego e
informalidade. De Estado que atraia imigrantes para o trabalho,
tornou-se cemitério de empregos. A miséria se espraiou!
Rolo compressor
Diante da acelerada degradação social, o governador Geraldo Alckmin se
mostrou totalmente insensível aos dramas da população. O apelido de
"picolé de chuchu" cabe bem para expressar seu desdém frente às
demandas sociais. Ele sempre pautou seu governo por defender
abertamente os interesses das corporações empresariais, do
agronegócios e dos círculos financeiros - daí o entusiasmo desta elite
parasitária com o anúncio de sua candidatura. Para gerar receitas em
favor dos rentistas, Alckmin efetuou drásticos cortes nos gastos
públicos e arrochou os salários dos servidores - a maioria congelada
há mais de dez anos. A degradação dos serviços sociais básicos e a
regressão do trabalho são marcas fortes do governo tucano.
Na área da educação, ele extinguiu os Centros de Formação e
Aperfeiçoamento do Magistério (Cefams); desprezou as escolas técnicas
e as universidades estaduais; destruiu o ensino fundamental e repassou
para os municípios, sobrecarregando as prefeituras; reduziu o quadro
de professores; e rebaixou brutalmente o nível do ensino - alunos são
aprovados sem qualquer critério, salas de aula vivem abarrotadas e as
escolas estão sucateadas. Segundo Maria Izabel Noronha, dirigente do
sindicato dos professores (Apeoesp), esta orientação foi imposta "de
forma absolutamente prepotente e autoritária, sem qualquer tipo de
diálogo ou consulta ao magistério e aos demais segmentos da comunidade
escolar".
Uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembléia Legislativa
acabou descobrindo os motivos obscuros desta prática gerencial de rolo
compressor. Segundo apurou, o governo do PSDB desviou cerca de R$ 5
bilhões das verbas destinadas à educação, desrespeitando a Lei de
Diretrizes da Educação. "Entre as 14 irregularidades apontadas pela
CPI estão o desvio de R$ 340 milhões para o pagamento de despesas do
Jardim Zoológico e para outras atividades de turismo, aplicação diária
de R$ 300 milhões no mercado financeiro e o desvio de R$ 2 bilhões
para o sistema previdenciário", denuncia Maria Izabel. De 1995 a 2000,
o governo demitiu 47 mil professores e reduziu em um milhão o número
de alunos matriculados.
Já na saúde, houve contingenciamento de verbas; diversas cidades
ficaram sem o apoio do Estado para a implantação do SUS; é crônica a
falta de medicamentos e profissionais especializados; os equipamentos
estão destruídos e houve o desmonte de vários hospitais - como no
escândalo do Hospital das Clínicas. O médico e deputado Jamil Murad
(PCdoB) não vacila em acusar "o pouco compromisso do PSDB com a saúde
como responsável por epidemias de sarampo, dengue, hantavírus e
leishmaniose. A tuberculose está estacionada em índices altíssimos e
há incidência de hanseníase. São doenças que já poderiam estar
controladas ou até mesmo erradicadas, mas que continuam afligindo a
população. A política do PSDB para o setor preocupa-se muito mais com
o marketing do que com as necessidades do povo".
Violência alarmante
Na segurança pública, o cenário é alarmante, com a crescente
terceirização das penitenciárias, o aumento da criminalidade e o
terror da Febem. Segundo a própria Secretaria de Segurança, ocorrem 45
seqüestros relâmpagos por mês e em 2003 foram registradas 200
rebeliões na horripilante Febem. Para o deputado Vanderlei Siraque
(PT), o governo tucano rejeita as políticas preventivas de segurança e
abusa do recurso da violência. Em 2003, por exemplo, a Polícia Militar
assassinou 868 pessoas. "Apesar dos altos recursos do setor, a
violência é crescente. Fica claro que a política de segurança baseada
na repressão é ineficaz", afirma. Na São Paulo do PSDB aumenta o
número de presídios para pobres e das fortalezas para as elites. "Só a
capital compromete R$ 8 bilhões em segurança privada e pública. São
mais de 550 mil empregados em segurança e vigilância", comenta o
economista Marcio Pochmann.
No setor de habitação, o governo Alckmin sequer cumpre a lei 9142 que
destina 10% do orçamento para mutirões e cooperativas e nem investiu
os R$ 600 milhões disponíveis para moradias populares. No ano passado,
20 mil casas deixaram de ser construídas. Quanto à infra-estrutura
para o desenvolvimento do Estado, os dados oficiais das secretarias
confirmam o futuro sombrio: quase nada para ampliação da rede
ferroviária, privatização das novas linhas do Metrô e quase zero na
geração de energia elétrica. Não é para menos que os dois piores
apagões da história brasileira (março de 1999 e janeiro de 2002)
começaram em São Paulo, gerando prejuízos de R$ 6 bilhões à economia
paulista e milhares de demissões.
Por fim, na área de saneamento o governo tucano sequer reinveste os
dividendos obtidos no setor. Só em 2003, a Sabesp repassou para o
tesouro R$ 504 milhões, sem obter qualquer contrapartida. Desde o
início do reinado do PSDB até junho do ano passado, esses repasses
surrupiaram do saneamento R$ 4,7 bilhões em valores atualizados. O
resultado é a pior crise de abastecimento de água da região
metropolitana em toda história da Sabesp e a crise crônica do sistema
de meio ambiente - obrigado a se auto-sustentar e a se desvirtuar das
suas finalidades básicas. Segundo o deputado Nivaldo Santana (PCdoB),
ex-presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Saneamento e Meio
Ambiente (Sintaema), "os tucanos renegaram a área do saneamento
ambiental, causando ainda maiores sofrimentos para a população".

NÃO VOU FAZER PARTE DA CAMPANHA

 
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Segue o desabafo de um professor da Universidade de Brasília - UnB
 
Com a proximidade das eleições é bom vermos os dois lados e depois de uma análise criteriosa decidirmos em quem votar.
NÃO VOU FAZER PARTE DE CAMPANHA ANTI-PT E ANTI-LULA
Milton Zaminato ( Prof. de Física da UNB)

Acredito que somente uma pessoa que nada aprendeu, não muda suas opiniões.
Passei a vida toda lutando contra a Ditadura Militar e políticos da Arena;
PDS; PFL; PSDB. Vivi a era FHC e vi o país ser posto à venda.
 
Vi mais de 100 empresas públicas serem  privatizadas", sem que o produto da venda tenha sido utilizado em favor do País. Fiquei 08 anos sem nenhum centavo de reajuste salarial.
 
 Vi colegas de trabalho, concursados, serem demitidos, através do malsinado RH 008.
 
 Vi todo o processo de desmonte da Caixa para a privatização.   Vi dezenas e dezenas de CPIs serem abortadas a custa de muita grana.
 
 Vi o Procurador Geral da União ser chamado de Engavetador Geral da União.
 
 Vi a Polícia Federal de mãos amarradas.
 
 Vi o FMI mandando e desmandando e os Governos dizendo amém.
 
 Vi um país que gerou apenas 8 mil empregos mensais durante 08 longos anos.
 
 Vi trabalhadores escravos.
 
 Vi e vivi. Participei de dezenas de passeatas.
 
 Vi o "pensamento único" do PSDB calando jornais, rádios e TVs.
 
 Vi o Banco Central "doando" milhões de dólares para os banqueiros falidos salvarem suas peles.
 
Vi milhares de micros e pequenas empresas fechando suas portas para dar lugar aos importados pela paridade do dólar.
 
 Vi o escândalo do  SIVAM.
 
 Agora que o Brasil gera mais de 100 mil empregos mensais;
 Que as indústrias batem recordes de produção;
 Que o comércio bate recordes de venda;
 Que o país bate recordes de exportações;
 Que dispensamos a tutela do FMI;
 Que o BB contrata milhares de novos empregados concursados;
  Que estamos entrando em período de deflação;
 Que 09 milhões de famílias são atendidas pelos programas sociais do Governo;
 Que a agricultura familiar está tendo acesso ao crédito e de fato sendo valorizada;
 Que as pequenas e micros empresas voltam a abrir portas;
 Que a Polícia federal atua sem amarras e desbarata uma quadrilha atrás da outra, como nunca em toda a sua história;
 Que a fiscalização da Receita Federal está fazendo as grandes empresas e bancos recolherem impostos (tanto que a Receita federal também bate recordes de arrecadação);
Que o Ministério do trabalho fiscaliza as empresas (o FGTS também bate recordes históricos de arrecadação) e está erradicando o trabalho escravo no campo.
Agora vem alguém me pedir para ir às ruas contra LULA e o governo
popular???!!!
 
Meu amigo: TÔ FORA!!!!!
 
Estou pronto para ir às ruas pedir investigação de quaisquer atos de corrupção praticados por quem quer que seja. Que a Polícia Federal, O Ministério Público Federal e outras instituições sérias investiguem com total isenção, e que a Justiça puna exemplarmente todo aquele que tenha praticado irregularidade.
 
 Fazer o jogo e servir de instrumento de pessoas como ACM, Bornhausen, FHC, Serra, Alckmin, Arthur Virgílio, Álvaro Dias, Jeffersons da vida e outros,que todos sabemos bem quem são,
JAMAIS!